A aprovação do projeto que altera as regras de nomeação da Procuradoria-Geral do Município não foi marcada apenas por debates jurídicos, mas também por um momento de forte tensão e bate-boca entre os vereadores na manhã de hoje.

Durante a discussão da matéria, o vereador de oposição Luiz Cláudio da Costa (Podemos) subiu o tom para criticar a velocidade e o teor da proposta enviada pelo Executivo em regime de urgência.

“Não podemos ser cartório de reconhecimento dos atos do prefeito municipal”, disparou Luiz Cláudio, criticando o que considera uma subserviência do Legislativo em relação ao prefeito Roberto de Araújo (PL).

A declaração gerou reação imediata da bancada governista. O presidente da Câmara, Samuel Paes (PSD) entendeu equivocadamente que o colega havia utilizado a palavra “cartel” para se referir à dinâmica da votação e exigiu, de imediato, uma retratação em plenário.

Mantendo a postura, Luiz Cláudio não recuou. Ele repetiu pausadamente a frase original, enfatizando a palavra “cartório”. Na sequência, Paes questionou o parlamentar se aquilo se tratava de uma “sugestão” ao modo como os governistas atuam, ao que Luiz Cláudio respondeu secamente com um “sim”.

O desentendimento e a troca de farpas expuseram o clima de alta polarização que tomou conta da sessão extraordinária, evidenciando o desgaste na relação entre as bancadas de situação e oposição na cidade.