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A madrugada desta sexta-feira (10) foi marcada por uma tragédia que comoveu a região. Um grave incêndio destruiu uma edícula localizada em uma travessa da Avenida Bento Lopes, no Jardim Santo Inácio, distrito de Rubião Júnior, em Botucatu. O sinistro resultou na morte do morador, Cássio Aparecido, de 61 anos (identificado em registros oficiais também como 60 anos), amplamente conhecido na cidade como “Angolano do Farol”, e de seu cachorro de estimação, companheiro inseparável de vida.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, a Guarda Civil Municipal (GCM) foi acionada por volta da 1h30. Ao chegarem ao endereço — situado nas proximidades do Morro da Igrejinha —, os guardas encontraram a edícula, que ficava nos fundos de um terreno, já totalmente tomada pelas chamas.

Diante do risco iminente de o fogo se alastrar para as residências vizinhas, os agentes da GCM agiram rapidamente e evacuaram os moradores do entorno por medida de segurança. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil foram mobilizados para o combate ao fogo. Após um intenso trabalho de contenção e rescaldo, as equipes localizaram os corpos de Cássio e do animal no interior do imóvel.

A Polícia Científica compareceu ao local para realizar a perícia técnica. O caso foi registrado e um inquérito será aberto pela Polícia Civil para apurar as causas reais do início do incêndio.

Quem era o “Angolano do Farol”

Cássio Aparecido era uma figura emblemática e muito querida pelos botucatuenses. Durante anos, ele marcou o cotidiano do município trabalhando nos cruzamentos da cidade, onde distribuía panfletos nos semáforos. Seu jeito extrovertido, repleto de brincadeiras, gestos bem-humorados e um sorriso constante, tornou-se sua marca registrada, conquistando a simpatia de motoristas e pedestres.

Por trás da alegria que esbanjava nas ruas, Cássio enfrentava uma trajetória de vulnerabilidade e desafios diários. Em diversas ocasiões, a própria comunidade de Botucatu se mobilizou em campanhas de solidariedade para arrecadar mantimentos e ajudá-lo.

O vínculo entre Cássio e seu cão era amplamente conhecido. Em uma das mobilizações sociais feitas em seu favor, amigos relataram que ele chegou a adiar um tratamento de saúde de urgência porque se recusava a deixar o animal sozinho e sem cuidados. Ironicamente, o destino uniu os dois até o último momento.

A notícia do falecimento repercutiu rapidamente nas redes sociais. Centenas de moradores de Botucatu e região prestaram homenagens, compartilhando memórias, fotos e lamentando a perda de um personagem que, com extrema simplicidade, coloria a rotina urbana local.

A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para entender o que provocou a fatalidade que interrompeu a história de Cássio e de seu fiel amigo.

(Com informações de Notícias Botucatu)