
Professores da rede municipal de Avaré continuam indignados com o fato de Avaré ser uma das poucas cidades do Estado que não pagam o piso salarial da categoria, conforme já noticiado pelo in Foco.
Entretanto, essa não é a única indignação da classe: outra situação que foi denunciada através de uma nota da categoria, revela o que professores consideram um paradoxo: um dos integrantes de um escritório de advocacia reconhecido pela defesa do Piso Salarial do Magistério agora ocupa o cargo de secretário de Educação do município, César Augusto de Oliveira.
Contudo, segundo os professores, ele que foi um líder para a classe, agora alega “falta de recursos” para justificar o não cumprimento do Piso Salarial Nacional da categoria, um direito garantido por lei.
A denúncia, feita por um grupo de professores (que prefere manter o anonimato por receio de perseguições), ressalta a incoerência entre o histórico profissional do atual secretário e a atual postura da pasta em relação à valorização docente. “É com profunda indignação que denunciamos uma incoerência grave envolvendo um escritório de advocacia conhecido por atuar na defesa de causas ligadas ao Piso Salarial do Magistério”, afirmam os docentes na nota.
Os profissionais da educação em Avaré relatam que a desvalorização da classe é um problema que se arrasta por sucessivas gestões. A alegação de “falta de verba”, segundo eles, tem sido uma constante e não pode mais servir como justificativa para o descaso com a categoria que é a base da sociedade. “A alegação recorrente de falta de verba não pode continuar servindo como escudo para o descaso com a classe que sustenta a base da sociedade: a educação”, destaca a nota.
A situação levanta questionamentos sobre a prioridade dada à educação no município e a real intenção em assegurar os direitos dos professores, que são essenciais para o desenvolvimento de Avaré. Veja abaixo, a nota enviada ao in Foco, na íntegra.
Nota de Indignação – Piso Salarial dos Profissionais da Educação em Avaré
É com profunda indignação que denunciamos uma incoerência grave envolvendo um escritório de advocacia conhecido por atuar na defesa de causas ligadas ao Piso Salarial do Magistério. Um dos integrantes deste escritório ocupa, atualmente, o cargo de Secretário(a) de Educação do município de Avaré.
No entanto, ao contrário do que se esperaria de alguém com histórico de atuação jurídica em defesa da valorização docente, essa liderança, hoje à frente da pasta, alega “falta de recursos” para justificar a ausência de cumprimento do Piso Salarial Nacional da categoria – um direito previsto em lei.
Os profissionais da educação de Avaré estão há anos sendo desvalorizados por sucessivas gestões. A alegação recorrente de falta de verba não pode continuar servindo como escudo para o descaso com a classe que sustenta a base da sociedade: a educação.

































