Uma fala do vereador petista Barreto do Mercado gerou conflito dentro do próprio partido. Em seu discurso na tribuna livre durante a sessão legislativa de segunda (23), Barreto afirmou ser “um funcionário público que recebe salário com o dinheiro público enviado pela prefeitura”.

Para alguns, a fala do petista seria uma resposta ao vereador Luiz Claudio Costa (Podemos), que semana passada discursou como oposição ao governo.

Por motivos óbvios, politicamente PT e PL (partido do prefeito Roberto Araujo) são antagônicos e muitos eleitores estranharam o comportamento do vereador que se elegeu com a sigla petista, de apoio irrestrito ao governo de Araújo.

“O meu partido sabe do meu comportamento. O PT não é inimigo do PL; são sou inimigo de ninguém”, frisou Barreto, afirmando que o Executivo “paga seu salário”.

Na tarde desta quarta (25), o candidato à prefeitura de Avaré pelo partido, Silvano Porto, usou as redes sociais para contradizer a fala do colega, ressaltando que seu posicionamento não é pessoal e sim político.

Porto corrigiu publicamente algumas questões, afirmando que vereador não tem salário e sim subsídio e que Barreto não é servidor municipal (que é concursado) como afirmou e sim, eleito pelo voto popular e portanto, com mandato no legislativo.

“O senhor tem sim um compromisso com seus eleitores e com seu partido”, pontuou Porto, lembrando que edis eleitos pela sigla, como Ernesto Albuquerque e Benami Dicler, que fizeram ótimos mandatos como oposição.

Na postagem, um dos integrantes do partido escreveu uma suposta nota do partido: “O partido dos trabalhadores de Avaré e sua executiva vem declarar que o companheiro Barreto conta com total apoio!! E tem o mesmo em alta consideração!! Não tendo nada que o desabone como pessoa e vereador!! “.