A prefeitura de Avaré abriu sindicância para apurar a conduta do técnico de enfermagem de 44 anos que foi detido na noite do dia 29 de junho, acusado de estupro de vulnerável em Avaré.

A informação foi confirmada pela secretaria de Comunicação após questionamento do in Foco, já que até o momento só havia sido enviada nota oficial informando que as “devidas providências foram tomadas”.

Enquanto estiver sob sindicância, o servidor fica afastado de suas funções. O caso que chocou a cidade foi denunciado pela mãe da menina de 11 anos.

De acordo com o relato da mãe da vítima, ela foi ao Pronto Socorro Municipal com seus dois filhos, que apresentavam febre e outros sintomas.

Conforme ela relatou ao in Foco, foram solicitados alguns exames e constatado que o filho menor, que estava em seu colo, tinha broncopneumonia; a filha de 11 anos, além de febre e outros sintomas, estava com alergia.

A mãe afirma que a primeira vez que a filha entrou na sala de medicação, o enfermeiro (acusado posteriormente) estava com uma colega; na segunda vez que a filha teve que retornar à sala, ele estava sozinho e fechou a porta. “Deixa o tio dar uma olhadinha”, teria dito.

A mãe, que estava com o outro filho ainda no colo e ardendo em febre, acompanhava tudo e no momento em que a menina teria mostrado a barriga, as costas e os braços para que ele visse as manchas vermelhas, o enfermeiro fez um exame inadequado e a mãe gritou desesperada: “aí não!”, disse ela, saindo da sala indignada.

Conforme ela relatou no boletim de ocorrência, o enfermeiro colocou a mão na blusa e sutiã da menina, puxando a peça íntima, que tentou segurar com as mãos dele, mas seus seios ficaram parcialmente expostos.

Depois de procurar o chefe da enfermagem, ela foi orientada a prestar queixa. “Não fiz escândalo nenhum”, frisa ela. Depois da denúncia, a Polícia Militar foi acionada e conduziu o enfermeiro à delegacia, onde foi elaborado o Boletim de Ocorrência de estupro de vulnerável. O homem de 44 anos permaneceu à disposição da justiça, mas foi liberado segundo nota emitida pela secretaria de saúde, nesta segunda, 30. “O funcionário passou por uma audiência de custódia na manhã de segunda-feira, 30, sendo liberado pela justiça”, informou o documento.

Na nota à imprensa a pasta informa que “foram tomadas todas as providências cabíveis relacionadas à acusação de assédio sexual contra um profissional da saúde registrada na noite de domingo, 29, no Pronto Socorro Municipal”. Contudo, no comunicado, a pasta refere-se ao caso como “assédio sexual” e não como “estupro de vulnerável” como consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar.

A reportagem do in Foco confirmou com a PM se o caso se enquadra em estupro de vulnerável e a resposta foi positiva.