
Como já noticiado pelo in Foco, muitas mães de alunos da Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maneco Dionísio estavam revoltadas com o anúncio de fechamento da unidade para reforma neste semestre. Algumas que procuraram a redação do in Foco, manifestaram suas preocupações por conta da transferência dos filhos para outras unidades.
Elas relatavam que além do transtorno na locomoção a escola teria sido reformada recentemente. Algumas ainda afirmaram que a intenção seria transferir a sede da secretaria da Educação para o Maneco. Já na semana passada, o secretário da pasta César Augusto de Oliveira confirmou ao in Foco que a reforma será feita, mas desmentiu a questão de transferência da sede da secretaria para a escola, informando que as reformas visam obter o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB).
No final de semana, a polêmica continuou nas redes sociais com protestos das mães e a veiculação de uma foto do secretário, na qual estaria ironizando os pais.
Na tarde desta terça (29), Oliveira abordou o assunto durante uma coletiva de imprensa, reiterando que as reformas são necessárias para atender a uma demanda do Ministério Público. Segundo ele, apesar das reformas e gastos recentes com a escola, ela ainda apresenta diversos apontamentos no que se refere a segurança e acessibilidade, mostrando para jornalistas o pedido do MP, inclusive.
Ele explicou que as reformas serão realizadas através de uma emenda parlamentar de 200 mil reais, cujo uso tem prazo até setembro, quando a licitação deve estar concluída. Oliveira disse que a previsão de termino das obras é até janeiro de 2026, quando a escola voltará a funcionar normalmente e reiterou que a secretaria não será transferida para o local e que as matriculas não serão travadas.
O secretário também abordou a polêmica das redes sociais, afirmando que em nenhum momento quis se referir aos pais. Na coletiva, ele também informou que nenhuma escola da rede pública (municipal ou estadual) tem AVCB.
Ainda sobre o caso, a vereadora Adalgisa Ward (Podemos) usou as redes sociais para cobrar explicações urgentes sobre o caso. “Crianças foram removidas da escola para que a Secretaria de Educação passe a funcionar no prédio. A medida afeta principalmente alunos com autismo e necessidades especiais e ainda coloca todos em risco ao obrigá-los a atravessar ruas movimentadas para atividades escolares”, escreveu a vereadora dizendo que acionou o MP.
O secretário garantiu que tem atendido a todas as demandas relativas ao transporte escolar para alunos, dentro do possível.






































