
A semana em Avaré foi marcada por uma série alarmante de quatro casos de violência contra a mulher em apenas dois dias, evidenciando um preocupante aumento desses índices na cidade. Os registros, que variam de lesão corporal e ameaça a uma tentativa de estupro, foram formalizados entre os dias 27 e 28 de julho, e trazem à tona a urgência de medidas mais eficazes para combater a violência de gênero no município.
Veja abaixo o detalhamento dos casos
Violência em Família
No dia 27 de julho, no Jardim Presidencial, uma mulher foi agredida e ameaçada de morte pelo companheiro na presença dos filhos de 2 e 7 anos. O caso é ainda mais grave porque o agressor retornou à residência minutos após a primeira intervenção policial, trancou as portas, confiscou o celular da vítima e retomou as agressões, incluindo estrangulamento. A vermelhidão no pescoço da vítima confirmou a gravidade dos atos, levando à prisão em flagrante do homem.
Histórico de Agressões
No mesmo dia, no Bairro Santana, uma mulher de 41 anos buscou o Plantão Policial após ser empurrada pelo companheiro, caindo e sofrendo lesões nas costas e joelhos. A vítima relatou um histórico de violência doméstica não formalizado e destacou que o comportamento agressivo e o ciúme excessivo do agressor, exacerbados pelo consumo de álcool, já haviam resultado em destruição de bens. O trauma levou a vítima a usar medicamentos controlados e buscar acompanhamento psicológico para crises de ansiedade.
Conflito extrafamiliar
Em 28 de julho, no Jardim Paineiras, uma empresária de 51 anos registrou agressão por parte da atual companheira de seu pai. Com um histórico de animosidade, a agressora invadiu a propriedade da vítima, resultando em agressão física mútua com tapas, puxões de cabelo e arranhões. A vítima expressou temor de novas invasões e agressões.
Tentativa de estupro
O caso mais alarmante veio à tona no dia 28, com a tentativa de estupro ocorrida, no Assentamento Santa Adelaide. Uma mulher de 51 anos relatou que um vizinho não identificado invadiu sua propriedade rural à noite, quebrando objetos, desferindo agressões físicas e proferindo ameaças de violência sexual. A vítima conseguiu escapar e buscar ajuda, ressaltando que essa não foi a primeira invasão praticada pelo mesmo indivíduo.
A recorrência e a brutalidade desses casos em um período tão curto ligam um sinal de alerta para as autoridades e a sociedade de Avaré. A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade está investigando esses e outros casos, mas a situação exige uma mobilização ainda maior.
O aumento dos índices de violência contra a mulher não é apenas uma estatística, mas o reflexo de vidas impactadas, traumas profundos e um problema social que exige atenção e ações coordenadas. É fundamental que as vítimas se sintam seguras para denunciar e que as redes de apoio funcionem plenamente, garantindo proteção e justiça.




































