Moradores de Avaré, Priscila Bexiga e Gabriel Fogaça, usaram as redes sociais para denunciar o que classificam como negligência médica no Pronto Socorro Municipal. Os relatos, que ganharam grande repercussão, descrevem atendimentos que resultaram em diagnósticos tardios e, em um dos casos, na morte de uma paciente, levantando um amplo debate sobre a qualidade dos serviços de saúde na cidade.

Em um desabafo emocionante, Gabriel Fogaça relatou a perda de sua mãe após uma série de atendimentos no Pronto Socorro. Segundo Gabriel, em 23 de julho, sua mãe deu entrada na unidade com dores abdominais e vômitos. O médico de plantão, no entanto, não a examinou, apenas aplicou soro e a liberou.

A situação se agravou, e a paciente retornou ao PS nos dias seguintes. Após ser diagnosticada com “apenas gases” em um raio-X, ela foi finalmente atendida pelo médico Dr. Jackson, elogiado por Gabriel, que identificou o problema. A paciente foi transferida para a Santa Casa, onde passou por uma cirurgia de urgência, mas infelizmente não resistiu a uma infecção bacteriana e faleceu em 1º de agosto.

Indignado, Gabriel questionou a falta de exames mais detalhados nos atendimentos iniciais, sugerindo que um diagnóstico preciso poderia ter evitado o sofrimento de seis dias e salvado a vida de sua mãe.

A munícipe Priscila Bexiga também usou as redes sociais para descrever o atendimento de sua filha, que ela classificou como “descaso” e “negligência”. Em 11 de agosto, após fortes dores abdominais e um exame de urina alterado, a jovem foi ao Pronto Socorro. O médico de plantão suspeitou de apendicite, mas não solicitou exames adicionais, prescrevendo apenas medicação.

Com as dores persistindo, a família agendou um ultrassom, cujo resultado, segundo Priscila, foi ignorado pelo médico que garantiu que “estava tudo normal”. Ele prescreveu mais exames e medicação, o que causou estranheza à mãe. No dia seguinte, a paciente foi novamente atendida pelo mesmo médico, que afirmou com “arrogância” que os exames indicavam uma “inflamação grave na bexiga”, confirmando a demora no diagnóstico e o tratamento tardio.

As denúncias de Priscila e Gabriel não se limitaram aos seus casos pessoais. Eles levantaram críticas reiteradas à gestão da saúde em Avaré, pedindo que o prefeito e os responsáveis sejam responsabilizados. Em sua postagem, Priscila elogiou a dedicação do Dr. Jackson, também citado por Gabriel, e afirmou que continuará a denunciar os problemas da saúde pública na cidade, solidarizando-se com outras famílias que passaram por situações semelhantes e perderam entes queridos.