Foto ilustrativa

O relato de uma mãe Patrícia Dorth Faria em uma rede social acendeu um alerta para a qualidade da merenda escolar na rede municipal de ensino de Avaré. De acordo com a publicação, seu filho, após consumir o que foi servido na escola, sofreu uma intoxicação alimentar que resultou em dores de estômago e diarreia, culminando em atendimento médico.

O relato de Patrícia ganhou visibilidade após outras mães se manifestarem, afirmando que seus filhos também apresentaram sintomas semelhantes. Segundo a mãe, a pediatra que atendeu seu filho diagnosticou o quadro como “intoxicação alimentar”, o que intensificou a preocupação sobre a nova empresa responsável pela merenda na cidade.

A denúncia, direcionada ao prefeito Roberto Araújo (PL), destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa. A mãe menciona que seu filho reclamou que o arroz estava duro e o strogonoff com um “gosto ruim”, o que reforça as suspeitas sobre a qualidade dos alimentos.

A empresa responsável pela merenda em Avaré, Konserv, já foi alvo de polêmicas no passado. De acordo com noticiado pelo próprio in Foco, a empresa, que assumiu o contrato após a saída da antiga fornecedora, já foi condenada por intoxicar cerca de 40 crianças em uma escola de São Paulo em 2013, fato que veio a público em 2022.

A prefeitura de Avaré, em nota divulgada recentemente, já havia se manifestado sobre a transição do serviço, afirmando que a mudança foi motivada pela baixa qualidade do serviço anterior e que a nova empresa só seria mantida se cumprisse os padrões de qualidade exigidos. No entanto, o relato de Patrícia Dorth Faria e de outras mães sugere que os problemas persistem e que a fiscalização pode não estar sendo suficiente para garantir a segurança alimentar das crianças.

Diante do alerta, a comunidade escolar aguarda um posicionamento das autoridades municipais e uma investigação aprofundada sobre a situação para assegurar que a alimentação oferecida aos alunos atenda a todos os requisitos de segurança e qualidade.

 

Posicionamento da pasta

Em resposta às acusações, o secretário de Educação, César Augusto de  Oliveira, desmentiu o caso e questionou a veracidade do relato, frisando que não procede. Em uma conversa em um aplicativo de mensagens, o secretário afirmou que a direção da escola enviou “vários áudios” e que a alegação da mãe não procede.

“600 alunos na escola… vários funcionários… todos comeram”, declarou o secretário, levantando o questionamento: “Somente um aluno teve infecção?”. O posicionamento de César Oliveira sugere que, se houvesse um problema generalizado na merenda, um número maior de estudantes teria apresentado os mesmos sintomas.