
Dois relatos de pacientes em Avaré expõem – novamente – a situação crítica no sistema de saúde do município, com longas esperas por atendimento, descaso e, em um dos casos, risco de morte devido à demora no atendimento médico.
O primeiro relato, de uma moradora que acompanhava a filha, descreve um cenário de humilhação e espera no pronto-socorro municipal. Na tarde de ontem, 10 de setembro, pacientes — incluindo mães com crianças e idosos — esperaram por horas por atendimento.
A moradora chegou com a filha às 17h e só saiu às 20h. Sua filha, que tinha uma fratura, só foi atendida antes por causa da gravidade do caso, enquanto outros pacientes que chegaram às 14h ainda esperavam. A reclamante expressou indignação, questionando as promessas do prefeito de ampliar o horário de funcionamento dos postos de saúde.
O segundo relato é ainda mais grave. Um paciente que teve um AVC (Acidente Vascular Cerebral) dentro do pronto-socorro teve que esperar mais de cinco horas para ser atendido pela médica neurologista de plantão, Dra. Thais. Segundo a reclamação, a médica só atendeu o paciente após a longa espera. Mesmo com o diagnóstico e pedido de internação na semi-intensiva, o paciente ainda permanecia no pronto-socorro, aguardando a transferência, mesmo após a internação ter sido “registrada” no papel. O reclamante afirma que o paciente, com 95% de obstrução, está “esperando morrer” devido à falta de transferência e de atendimento adequado. O paciente só foi internado após intervenção do provedor Miguel Chibani e do vereador Pedro Fusco, a pedido da reportagem.
A médica citada nas documentações deste último caso pode ser a mesma do caso da jovem Maria Clara da Paz, que segundo relato de um médico, não teria ido avalia-la após tomografia; a jovem faleceu. A médica, Dra. Thais foi procurada pela reportagem do in Foco, mas ainda não retornou. A direção da Santa Casa disse que tomaria providências com relação ao caso do paciente que sofreu AVC.
Ambos os relatos destacam um sentimento de abandono e urgência, com os moradores pedindo providências imediatas para evitar que mais pessoas sofram as consequências do que chamam de “descaso” na saúde de Avaré.
A comissão de saúde do Legislativo promete investigar todas as denúncias.




































