O secretário de Educação de Avaré, César Augusto de Oliveira, expôs os bastidores das recentes manifestações de professores, acusando um pequeno grupo de ativistas de usar a militância política para atacar a gestão municipal, segundo nota enviada pela secretaria de Comunicação à imprensa.

Em uma entrevista recente a uma rádio, Oliveira defendeu a administração e apresentou dados oficiais, rebatendo críticas e esclarecendo a situação do piso nacional do magistério.

O secretário afirmou que a maioria dos servidores da educação em Avaré já recebe salário acima do piso nacional. Ele explicou que o pagamento do piso para professores em início de carreira depende de uma decisão final do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Tema 1218, o que difere do que, segundo ele, é divulgado por “pseudo-lideranças”.

Ele também criticou a presidente do Conselho do FUNDEB, que teria afirmado, de forma equivocada, a existência de R$ 24 milhões disponíveis para o pagamento do piso. Oliveira classificou a acusação como “sem fundamento legal” e um “desserviço à população”, prometendo exigir um levantamento detalhado dos supostos valores.

Segundo Oliveira, as ações de um grupo de professores, que se autointitulam líderes, são baseadas em informações incorretas e servem a uma agenda política. Ele apontou para a interferência de vereadores da oposição, que estariam liderando o embate, o que, para ele, prejudica o diálogo.

O secretário destacou que a administração municipal mantém canais abertos desde o início da gestão para conversar sobre a valorização dos professores. No entanto, ele criticou ações coletivas movidas por uma associação de professores, a APEOESP, sem consulta prévia à categoria. Oliveira defendeu a legitimidade do sindicato dos servidores municipais para representar a classe, enquanto a APEOESP, segundo ele, não teria essa prerrogativa.

Apesar da tensão, o secretário ressaltou os avanços da gestão, como a realização de um levantamento do impacto orçamentário para equiparar os salários do Professor de Educação Básica (PEB) e do professor adjunto ao piso nacional. Ele também mencionou o esforço para garantir a hierarquia de cargos como supervisores, diretores, vice-diretores e coordenadores.

A manifestação do secretário de educação evidencia um momento tenso entre a gestão municipal, servidores e lideranças políticas, marcado por acusações de uso político dos protestos e tentativas de descredibilizar a administração. A secretaria defende que o diálogo, que deveria ser a via principal, está sendo impedido por ações que considera ilegais.