
A Associação Paulista de Equoterapia (ASPEQ) de Avaré tem quase 60 crianças na lista de espera por vagas, um número que representa mais que o dobro dos 30 praticantes atualmente atendidos.
A informação é da presidente da entidade, Sandra Regina de Goes, que foi recentemente ao Legislativo pedir ajuda aos vereadores para emendas parlamentares, já que a entidade precisa urgente de apoio financeiro para aumentar o número de atendidos e alertando que a falta de recursos está impedindo o atendimento de dezenas de crianças com necessidades especiais.
Em um depoimento ao in Foco, Sandra frisou que a ASPEQ, é em muitos casos, o único recurso terapêutico para algumas crianças sem vaga na rede municipal.
A entidade precisa de emendas parlamentares para conseguir a contratação de profissionais e expandir o projeto, garantindo o atendimento semanal a quem já está sendo assistido e, principalmente, abrindo as portas para os que aguardam.
“Atualmente estamos com 30 praticantes, sendo que alguns deles só têm a nossa terapia porque não têm vagas na rede municipal. Precisamos atender essa demanda que já está em atendimento semanalmente e temos mais do que o dobro em lista de espera [quase 60 crianças]. Precisamos das emendas para contratação de profissionais e expansão do projeto”, afirma a presidente.
A mobilização da ASPEQ inclui a entrega de ofícios aos vereadores, solicitando que levem o pedido de emenda aos deputados que eles apoiam.
A entidade atualmente atende cerca de 30 crianças, adolescentes e adultos com diversas síndromes e transtornos neurológicos; a equoterapia é bastante utilizada no acompanhamento e tratamento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ou outros problemas cognitivos e motores.
Questionamento sobre a secretaria TEA
Além da busca por recursos para a Equoterapia, falou também em nome das mães atípicas da cidade, levantando um questionamento sobre o andamento da Secretaria TEA (Transtorno do Espectro Autista) em Avaré.
A presidente da ASPEQ questiona a efetivação do projeto apresentado pelo vereador Moacir Lima (PSD) — a “Casa TEA”.
“Em nome das mães atípicas também fiz a cobrança sobre a secretaria TEA ; gostaríamos de saber qual o projeto que já foi realizado pela tal secretaria até o momento”, finalizou.
Na sessão de segunda (29), a secretária responsável pela pasta Ana Rita Pilar Guite, convidada pelo vereador, não pode comparecer. Apesar disso, mães atípicas lotaram o plenário.




































