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Avaré tem registrado dados extremamente alarmantes de escalada da violência contra a mulher. Em um intervalo de apenas duas semanas, entre 17 de outubro e 1º de novembro de 2025, foram registrados pelo menos oito Boletins de Ocorrência (BOs) que detalham agressões, ameaças, perseguição e violência sexual. O caso mais chocante envolve um registro de Estupro de Vulnerável, expondo a gravidade da situação.

A Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Avaré está investigando um grave caso de Estupro de Vulnerável registrado no dia 29 de outubro. Segundo o BO (PX2219-1/2025), uma adolescente de apenas 13 anos revelou à mãe ter sido vítima do padrasto, um homem de 40 anos, que teria se aproveitado da relação para obter favores em troca do uso de seu celular. O agressor deixou o lar após ser notificado, e um inquérito policial foi instaurado.

A situação é agravada por outro registro de violência sexual no dia 1º de novembro (BO QA6514-1/2025), onde uma jovem de 22 anos procurou a polícia relatando ter sido vítima de estupro após sair para beber com uma amiga e o namorado desta.

A cada três dias, um novo registro

de violência doméstica

Os registros de violência doméstica e familiar compõem a maior parte das ocorrências, evidenciando que o perigo mora, muitas vezes, dentro de casa. Em média, um novo caso grave foi registrado a cada três dias no período analisado.

Os casos recentes mostram a brutalidade das agressões. No dia 20 de outubro, um homem de 49 anos foi preso em flagrante após agredir e ameaçar a companheira, de 36 anos, com uma faca, além de danificar a viatura e desacatar policiais. Três dias depois, em 22 de outubro, uma mulher de 44 anos buscou a polícia após ser agredida pelo ex-companheiro com arremesso de tijolos, cuspes e ameaças de morte na presença dos filhos, solicitando medidas protetivas.

A rotina de medo também atinge outras mulheres:

  • Um registro de 17 de outubro detalha Lesão Corporal e Violência Doméstica contra uma mulher de 34 anos agredida pelo companheiro com socos por motivo de ciúmes.
  • Em 20 de outubro, uma ex-companheira de 40 anos denunciou o ex-marido (43 anos) por ameaças de morte e por quebrar os vidros do portão de sua casa.
  • No dia 29 de outubro, um casal foi conduzido ao Plantão Policial após uma discussão que resultou em lesão próxima ao olho da mulher, que manifestou desejo por medidas protetivas.
  • A persistência dos agressores em desrespeitar a lei foi vista no dia 21 de setembro (data de registro, referente a eventos recentes), onde uma mulher de 66 anos relatou ter sido novamente perseguida pelo ex-marido (70 anos), mesmo com uma medida protetiva já deferida, sentindo-se constantemente ameaçada.

Busca por medidas protetivas

A maioria das vítimas nos casos de violência doméstica buscou apoio e solicitou Medidas Protetivas de Urgência (MPU), demonstrando a importância do amparo legal, mas também a persistência dos agressores em desrespeitar a lei.

Os casos foram encaminhados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Avaré, que concentra as investigações. A sociedade e as autoridades são chamadas a reagir ao preocupante crescimento destes índices, garantindo que as vítimas sejam acolhidas e que os agressores sejam responsabilizados com o rigor