
Em sessão ordinária realizada na noite desta segunda-feira (17), o vereador Luiz Cláudio da Costa (Podemos) utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Avaré para tecer duras críticas à postura de alguns colegas do Legislativo.
Visivelmente revoltado, Costa revelou que tem recebido documentações que revelariam supostas irregularidades e foi categórico: “aqui não pode ser puxadinho da prefeitura. Não podemos ter essa submissão. Não tenho medo de intimidação (…) estamos passando pelos piores momentos políticos da cidade. O Legislativo tem que ser mais eficaz. Não pode ficar de joelhos. Jamais vou subir a escada do paço municipal pra pedir benção para o prefeito”, disparou.
Com o plenário lotado por secretários e comissionados, o vereador foi vaiado e rebatido – momento em que o presidente Samuel Paes (PSD) interviu, frisando que embora não concordasse com a fala de Costa, era preciso respeitar a palavra do vereador. “Não sou submisso a ninguém”, reforçou Paes, irritado com o vereador.
Costa retomou a fala, reafirmando o papel de fiscalizador dos agentes políticos não tem sido feito, referindo-se a possíveis irregularidades em contratos como dos shows da Emapa feitos por inexigibilidade e tomada de preço de material de limpeza de quase 5 milhões de reais.
“Enquanto isso, o povo sangra” disse, numa alusão as constantes reclamações envolvendo saúde, educação e infraestrutura.
Logo em seguida, o líder do prefeito Pedro Fusco (PL) subiu à tribuna seguindo a ordem dos pronunciamentos e defendeu os comissionados. “Cada vez que falar abobrinha será rebatida ; e terá festa da Emapa sim”, argumentou. Segundo ele, os comissionados são muito importantes para o município. “Estão cometendo injustiças”, disse.
Atualmente a cidade tem 28 secretarias, além de mais de cem comissionados. Só o número de pastas supera em dobro Botucatu, por exemplo, que tem 14 secretarias.
A vereadora Adalgisa Ward, também do Podemos, subiu a tribuna em seguida e saiu em defesa do colega. “Não adianta vaiar, reclamar e agredir o vereador. Nosso trabalho é fiscalizar. E é através dele que a cidade vai melhorar (…) põe esse secretariado pra trabalhar!”.




































