Sem constar na ordem do dia em suas redes sociais e no site, como determina a lei, a Câmara Municipal de Avaré aprovou nesta segunda, 1º de dezembro, última sessão do ano, um “presente” para o contribuinte: o aumento em quase 80% do subsídio dos edis para a próxima legislatura, mesmo contrariando a opinião pública.

O Projeto de Resolução nº 15/2025, que fixa os subsídios dos vereadores e do Presidente da Casa para a Legislatura de 2029 a 2032, foi aprovada em meio a um clima de revolta; um munícipe protestou na sessão porque pediu a palavra e foi retirado a força, com brutalidade. A palavra foi negada, mas depois dada ao secretário Gerson Fiuza para falar da Emapa.

De autoria da mesa diretora formada por Samuel Paes (PSD), Ana Paula Tiburcio (Republicanos) Jairinho do Paineiras (Republicanos) e Barreto do Mercado (PT), o PR  prevê um aumento “justificado” como uma “recomposição integral da inflação” após 12 anos de congelamento.

Com isso, o salário de um vereador que hoje é de R$ 6.600 passará para exorbitantes R$ 11.854,00; já o presidente da casa que hoje ganha R$ 7.200, passará a receber R$ 13.620,00.

A Mesa Diretora defende que os novos valores não configuram um aumento real, mas sim a recuperação do poder de compra corroído pela inflação. O texto do projeto afirma que os subsídios ficaram congelados por 12 anos consecutivos, período em que a inflação acumulada (IPCA) se aproximou de 80%. A proposta visa apenas recompor essa perda.

A despesa anual com os subsídios dos vereadores é estimada em R$ 2.182.152,00 para 2029. “Estranhamente”, o PR só “apareceu na votação” da sessão extraordinária e assim que foi aprovado – às 23h11 – estava no site do legislativo.

Para a indignação popular, o projeto prevê 13º salário para os vereadores e férias remuneradas. A população está revoltada considerando que todos os vereadores tem outros recebimentos profissionais.

O PR foi aprovado com emenda inócua. Veja quem votou a FAVOR DO AUMENTO.

Samuel Paes (PSD)

Moacir Lima (PSD)

Everton Machado (PL)

Pedro Fusco (PL)

Hidalgo Freitas (PSD)

Francisco Barreto (PT)

Ana Paula Tiburcio (Republicanos)

Jairinho do Paineiras (Republicanos)

Leo Ripoli (Podemos) – a maior decepção da opinião pública, já que era – até então – considerado oposição.

 

 

Votaram contra o aumento:

Maria Isabel Dadario (Podemos)

Magno Greguer (Republicanos)

Luiz Cláudio da Costa (Podemos)

Adalgisa Ward (Podemos)