O sistema de saúde de Avaré volta a ser questionado após mais um caso alarmante envolvendo uma munícipe que precisou recorrer ao Pronto-Socorro (PS) local várias vezes, mas não recebeu o diagnóstico e tratamento adequados, culminando em sua internação por broncopneumonia em outra cidade, mais precisamente em Itatinga.

A paciente, cuja identidade será preservada, viveu dias de angústia e piora progressiva em seu estado de saúde. Segundo relatos, ela compareceu ao PS Municipal diversas vezes em um curto período, apresentando sintomas que indicavam um quadro respiratório grave. No entanto, em todas as visitas, ela teria recebido apenas atendimento superficial e medicação paliativa, sendo liberada sem a devida investigação diagnóstica.

A ineficácia do atendimento prestado no Pronto-Socorro de Avaré, conforme o relato, resultou no agravamento da condição da munícipe. O que poderia ter sido tratado precocemente, evoluiu para uma complicação séria: a broncopneumonia.

Sem melhoras e com o quadro de saúde se tornando insustentável em Avaré, a paciente precisou ser removida da cidade. Ela foi levada por familiares ao pronto socorro de Itatinga, município vizinho, onde recebeu a assistência necessária e o diagnóstico conclusivo de broncopneumonia.

A internação em outra cidade revela  a grave lacuna no serviço de emergência local e a dependência de municípios vizinhos para o tratamento de casos que exigem maior complexidade ou atenção.