A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Avaré, deflagrou na manhã desta terça-feira, 23 de dezembro de 2025, uma operação para combater crimes virtuais no município.  A notícia foi dada através de uma nota oficial emitida pela Seccional nesta terça, por volta das 14h18.

Contudo, já de manhã o jornal Voz do Vale – ligado ao PSD que apoia o atual governo – havia divulgado que os alvos seriam o ex-secretário municipal de Turismo, Márcio Danilo dos Santos, e o advogado Frederico Augusto Polis, ex-integrante do departamento jurídico da Câmara Municipal.

Segundo o jornal, Márcio Danilo é investigado por suposto envolvimento em mais de 27 crimes virtuais e seria responsável pela página “Jornal Cidade” no Facebook.  Já o advogado Frederico Poles, cunhado do ex-prefeito Jô Silvestre é investigado por ser o suposto mentor por trás dos perfis falsos “Seba Madureira” e “Pedro Madureira

A nota da Polícia Civil afirma apenas que a ação teve como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão em cinco endereços ligados a figuras conhecidas na cidade: um ex-secretário municipal e um advogado. Nenhum nome é citado.

Segundo a Delegacia Seccional de Polícia de Avaré, os alvos são investigados por suposta participação em um esquema de criação e utilização de perfis falsos em redes sociais; disseminação de notícias falsas (fake news) e prática de crimes contra a honra (calúnia, injúria e difamação) de terceiros.

A polícia informou que as investigações já reúnem elementos técnicos que vinculam o acesso aos perfis falsos a dispositivos eletrônicos pertencentes a um dos investigados.

 

Apreensões e procedimentos

Durante as diligências, foram apreendidos equipamentos eletrônicos (como celulares e computadores), que agora serão submetidos a perícia técnica para extração de dados e continuidade das provas.

Por envolver um profissional do Direito, as diligências foram acompanhadas por advogados designados pela Subseção da OAB de Avaré, garantindo o cumprimento das prerrogativas legais.

O caso segue sob sigilo e o inquérito policial tramita no Cartório Criminal da Delegacia Seccional. A Polícia Civil busca agora o “completo esclarecimento dos fatos” e a identificação de possíveis outros envolvidos no esquema de ataques digitais.

Até o fechamento desta matéria, a defesa dos investigados não havia se pronunciado oficialmente.