
Enquanto o cidadão avareense se preparava para as festividades de fim de ano, a política local operava em ritmo acelerado para garantir aumentos substanciais nos subsídios do primeiro escalão municipal.
No dia 23 de dezembro, em sessão marcada pelo atropelo da pauta, a Câmara Municipal aprovou — e o prefeito Roberto de Araújo (PL) prontamente referendou — o Projeto de Lei que eleva os salários do Prefeito, Vice, Secretários e cargos de confiança para a próxima legislatura. Ele sancionou a lei antes mesmo do Natal.
A medida soa contraditória para uma gestão que, em seu início, anunciou uma severa crise financeira. Sob a justificativa de “recomposição do poder aquisitivo” após uma década sem atualizações, o projeto ignora a impopularidade da medida e o impacto nos cofres públicos.
O Salto dos Salários: Vice-Prefeito terá aumento de 258%
O estudo de impacto orçamentário revela números que impressionam pela magnitude dos reajustes, especialmente para o cargo de Vice-Prefeito, cujo vencimento dará um salto desproporcional à inflação do período.
| Cargo | Valor Atual | Novo Valor (2029) | Aumento (%) |
| Vice-Prefeito | R$ 3.800,00 | R$ 13.620,00 | 258,4% |
| Secretários | R$ 7.200,00 | R$ 11.854,00 | 64,6% |
| Prefeito | R$ 18.000,00 | R$ 24.850,00 | 38,0% |
Além destes, os Secretários Adjuntos e Chefes de Gabinete passarão a receber R$ 9.693,00. A lei proíbe o acúmulo de gratificações extras, mas os novos valores base já elevam significativamente o teto do funcionalismo municipal.
Vale lembrar que em seu discurso de posse, em janeiro de 2025, Araujo garantiu que ficará 8 anos no poder, antecipando sua vontade de reeleger-se.
Manobra de Plenário e a “Festa” das Próprias Benesses
A votação ocorreu em um momento de distração da opinião pública. O projeto não estava na ordem do dia e “furou a fila” de temas urgentes, como o parecer da Comissão que investigou irregularidades na Merenda Escolar.
Este não é um movimento isolado: em 1º de dezembro, os vereadores já haviam aprovado o aumento de seus próprios subsídios, incluindo a criação de 13º salário e férias remuneradas para si mesmos. A estratégia parece clara: garantir o conforto financeiro para 2029, antes que o ano eleitoral de 2026 comece a exercer pressão sobre os votos da casa.
Apenas três parlamentares se posicionaram contra o pacote de aumentos em meio à crise. Todos os demais presentes deram o “sim” ao projeto enviado pelo prefeito Roberto de Araújo.
Votaram CONTRA o aumento:
- Adalgisa Ward (Podemos)
- Bel Dadário (Podemos)
- Luiz Claudio da Costa (Podemos)
Votaram A FAVOR do aumento:
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Everton Machado (PL)
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Pedro Fusco (PL)
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Hidalgo Freitas (PSD)
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Francisco Barreto (PT)
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Ana Paula Tiburcio (Republicanos)
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Jairinho do Paineiras (Republicanos)
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Leo Ripoli (Podemos)




































