Após a veiculação da matéria do in Foco, sobre a possível retirada do pedido de cassação do presidente Samuel Paes (PSD) da futura pauta, a munícipe Julianne Oliveira afirmou à reportagem que, em conversa com o diretor do Legislativo, Adriel Fernandes, ele teria desmentido a informação e garantiu que o assunto será votado na próxima extraordinária.

A informação é da própria munícipe, autora do pedido de cassação, após ter sido procurada pelo in Foco. A informação extraoficial sobre a possibilidade da não votação gerou muitos protestos nas redes sociais e a população se prepara para acompanhar de perto os próximos passos da Câmara sobre o assunto.

O rito para cassação não é uma escolha da Mesa Diretora, mas uma imposição do Decreto-Lei 201/67. Juristas apontam que qualquer tentativa de “desmentir” a obrigatoriedade da pauta é tecnicamente improcedente.

“Primeiro ele não pode conduzir o processo tem de ser o vice. Segundo, o rito do DL201/67 determina a leitura na primeira sessão”, explica um dos mais renomados juristas do Estado.

A reportagem do in Foco questionou ontem (8) o diretor Adriel Fernandes por whatsapp e email, mas na rede social foi bloqueada por ele; Adriel, que é comissionado e esteve diretamente envolvido na retirada forçada de Berna, também evita responder por que o pedido de cassação foi “engavetado” na última sessão de 2025, ignorando a convocação de suplente que já havia sido feita.

A próxima sessão ordinária pode ser realizada dia 2 de fevereiro.