
A manutenção da orla do Balneário Costa Azul, em Avaré, está oficialmente paralisada. A suspensão dos serviços de limpeza e conservação ocorreu após a abertura de um Inquérito Civil pelo Ministério Público (MP), motivado por um abaixo-assinado enviado por um grupo de moradores. A denúncia aponta incômodos com poeira, movimentação de terra e possíveis impactos ambientais causados pelo uso de máquinas na faixa de areia da Represa Jurumirim.
Embora a ação judicial tenha sido desencadeada por uma parcela de residentes, o cenário no bairro revela uma divisão de opiniões. Informações colhidas junto à comunidade indicam que grande parte dos moradores não apoia a denúncia, preferindo que a manutenção continuasse para garantir a limpeza e o uso adequado da orla, principal ponto turístico e de lazer da região.
Para essa maioria, a interrupção dos serviços pode resultar no abandono da área e em prejuízos para o balneário, enquanto o grupo denunciante foca nos transtornos temporários causados pelas máquinas e na preocupação com as áreas de preservação.
Em nota, a Prefeitura de Avaré esclareceu que a suspensão não foi uma escolha administrativa, mas uma obrigação legal diante do inquérito. A medida visa garantir que todas as intervenções sigam rigorosamente a legislação ambiental e os critérios técnicos exigidos para o entorno da Represa Jurumirim.
“A medida visa assegurar o respeito às normas ambientais, que protegem as áreas localizadas no entorno de corpos d’água”, afirmou a administração municipal.
Até o momento, não há previsão para o retorno das atividades. A Prefeitura informou que aguarda novas determinações do Ministério Público e do Poder Judiciário para definir como e quando a limpeza poderá ser retomada sem ferir as normas ambientais. Enquanto isso, a orla permanece sem os serviços de manutenção, para o descontentamento de muitos moradores que veem a ação do MP como um entrave à zeladoria do bairro.




































