O início de 2026 trouxe apreensão para dezenas de famílias de trabalhadores da limpeza urbana em Avaré. Informações sobre um suposto processo de “demissão em massa” na empresa SUMA Brasil – concessionária do serviço na cidade – circularam nos últimos dias, gerando insegurança entre os colaboradores que receberam avisos prévios. O fato foi registrado em reportagem pelo portal in Foco dia 18.

Entretanto, em nota oficial divulgada nesta terça-feira (20), a Prefeitura da Estância Turística de Avaré e a Secretaria do Meio Ambiente esclareceram que a medida não se trata de um corte definitivo de pessoal, mas de um procedimento padrão de encerramento contratual.

De acordo com a administração municipal, o contrato emergencial vigente com a SUMA Brasil se encerra no dia 6 de fevereiro de 2026. Por exigência da CLT, a empresa é obrigada a notificar os funcionários com 30 dias de antecedência sobre a extinção do vínculo ligada a esse contrato específico.

“O rito trabalhista tem que ser cumprido. A empresa fez o aviso prévio já antecedendo a extinção em 6 de fevereiro”, explicou a Prefeitura em nota.

O futuro do serviço de coleta de resíduos sólidos será decidido em um novo certame licitatório agendado para o dia 2 de fevereiro. A Prefeitura destaca que a transição deve ocorrer da seguinte forma: caso outra empresa vença a licitação, ela tem a liberdade de contratar (“repatriar”) os funcionários que hoje estão na SUMA, garantindo a continuidade do serviço e a manutenção dos empregos; ou, caso a atual empresa vença o novo processo, os avisos prévios são suspensos e os trabalhadores continuam em suas funções normalmente.

“Então não haverá demissão em massa. Os funcionários serão repatriados caso seja uma nova empresa e se for a mesma empresa a vencedora do certame, suspende-se os avisos prévios e eles continuam no exercício das suas funções normais dentro da empresa”, finaliza a nota.

 

Histórico e inquérito

A situação ocorre em um momento delicado. Em dezembro de 2025, a Prefeitura e a Secretaria do Meio Ambiente instauraram um inquérito contra a empresa. Vale lembrar que a SUMA operava sob um contrato emergencial (Dispensa de Licitação nº 008/2025) no valor superior a R$ 4,6 milhões.