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Um novo capítulo na gestão urbana e ambiental do Balneário Costa Azul, em Avaré, ganhou força nesta semana. Um grupo de moradores, veranistas e comerciantes protocolou um abaixo-assinado direcionado à Secretaria de Obras e ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contestando os desdobramentos do Inquérito Civil nº 481/2025, que suspendeu a manutenção da orla a pedido de moradores do balneário.

O documento, um abaixo-assinado online, busca neutralizar os efeitos de uma representação anterior, alegando que houve falta de transparência e que a comunidade deseja a retomada imediata dos serviços de manutenção nos moldes tradicionais.

O ponto central do manifesto é a alegação de que muitos signatários do primeiro documento — que deu origem à investigação do MP — foram “induzidos ao erro”. Segundo o novo texto, não houve esclarecimento técnico sobre as reais repercussões administrativas da denúncia.

“Entende-se que o referido abaixo-assinado não reflete, de maneira integral, a real intenção e compreensão de todos os seus signatários”, afirma o documento datado de janeiro de 2026.

Os moradores argumentam que a ausência de audiências públicas e debates abertos impediu que o processo fosse, de fato, representativo da vontade majoritária do bairro.

A principal demanda da comunidade é a continuidade da manutenção da orla e das margens da represa Jurumirim, incluindo o gradeamento da terra. A prática, comum na região, estaria sofrendo restrições devido ao inquérito.

O grupo solicita agora que a Municipalidade e o Ministério Público reavaliem as restrições impostas. O objetivo é que as manutenções sejam autorizadas conforme os critérios técnicos locais, evitando o que consideram um prejuízo à infraestrutura e ao turismo do balneário.

A Secretaria de Obras de Avaré ainda não se manifestou sobre o documento ou possíveis mudanças no cronograma de serviços no Costa Azul.

Veja o documento clicando aqui.