
Nos últimos dias, a falta de coleta de lixo deixou de ser um problema pontual para se tornar uma crise sanitária urbana, com reclamações vindas de diversos bairros da cidade enviadas à redação do in Foco.
O agravante, porém, não está apenas nas calçadas sujas, mas na falta de transparência da Prefeitura Municipal, que até o momento mantém um silêncio absoluto sobre a situação.
Diferente de uma falha técnica comum, o problema atual parece enraizado em uma transição de contratos feita sem o devido suporte à população e aos trabalhadores. O foco principal da revolta dos moradores é a ausência de informações oficiais.
Até o fechamento desta matéria, a prefeitura não emitiu notas, não utilizou seus canais oficiais para explicar o cronograma de coleta e nem esclareceu os termos da nova operação. Esse vácuo de comunicação deixa a população “completamente perdida”, sem saber quando o serviço será normalizado.
Demissões em Massa
A crise ganhou contornos sociais graves após as revelações feitas pelo in Foco no dia 18 de janeiro. Dezenas de famílias de trabalhadores da empresa SUMA Brasil foram surpreendidas com avisos prévios e demissões coletivas.
“Ninguém estava sabendo, apenas ficamos sabendo o dia que chamaram para assinar”, lamentou o familiar de um trabalhador afetado.
O impacto emocional e financeiro é imenso, considerando que muitos desses funcionários atuavam na limpeza urbana há anos. O que causa estranheza é que, em fevereiro de 2025, o Secretário Municipal de Meio Ambiente, Judésio Borges, havia ratificado uma dispensa de licitação no valor de mais de R$ 4,6 milhões, o que, em tese, deveria garantir a continuidade e estabilidade do serviço.
Nova Empresa
Informações de bastidores indicam que uma nova empresa, a Pass Ambiental, teria iniciado os trabalhos de coleta de forma emergencial neste domingo. No entanto, sem um comunicado da prefeitura, não se sabe se o efetivo será suficiente para dar conta do passivo de lixo acumulado nos últimos dias ou se os trabalhadores demitidos pela SUMA terão alguma chance de absorção pelo novo contrato.
Enquanto as respostas não vêm, o lixo continua a se acumular, e o sentimento de abandono cresce entre os avareenses.




































