O que deveria ser um ambiente de aprendizado e segurança tornou-se motivo de indignação para as famílias da Emeb Profa Maria Pierina Domiciano Silvestre.

Durante uma reunião de pais realizada nesta última segunda-feira, a comunidade escolar foi confrontada com uma realidade alarmante: vazamentos graves, falta de materiais básicos e um déficit crítico de funcionários.

Embora o prédio seja considerado novo e ainda esteja no período de garantia, a situação estrutural é descrita como “crítica”. O ponto mais preocupante é um vazamento volumoso localizado logo na entrada e no acesso ao bloco das salas.

O local, que possui um declive, torna-se extremamente escorregadio, o que é perigoso para as crianças que estudam no local. Diversos baldes foram espalhados para conter a água, mas são insuficientes.

Segundo a direção da escola, a empresa responsável pela obra já foi acionada para reparos na garantia, mas nenhuma providência foi tomada até o momento.

A denúncia dos pais vai além das goteiras.  Segundo eles, alunos das etapas iniciais estariam sem material didático. As professoras dependem de impressoras (que também carecem de manutenção/qualidade) para garantir que as crianças tenham o que estudar.

Além disso, há uma demanda urgente por bebedouros na área das salas de aula. No ano passado, a própria escola precisou organizar eventos beneficentes para comprar tinta de qualidade e fazer reparos, já que a pintura original era de baixíssima qualidade.

“É revoltante ver a situação que nossos filhos passam porque o município não prioriza a educação. Duvido que parentes do prefeito estudariam aqui”, desabafou uma mãe ao in Foco.

A limpeza de toda a unidade, que atende crianças com menos de 4 anos, estaria sob a responsabilidade de apenas um funcionário. A falta de monitores e outros profissionais de apoio também foi citada como um fator que compromete a rotina escolar.