Maria Clara com a mãe: perda irreparável Foto rede social

A busca por justiça e esclarecimentos sobre a morte da jovem Maria Clara Paz continua marcada pela espera e pela angústia. Apesar da gravidade do caso, que gerou forte comoção em Avaré e levantou suspeitas de negligência no atendimento de saúde, a família da jovem, ainda não prestou depoimento na Comissão de Saúde da Câmara Municipal ou acompanhar o andamento das averiguações.

Segundo o vereador Hidalgo de Freitas (PSD), a Comissão da Saúde, presidida por ele, iria apurar o caso.  A declaração foi feita ano passado; contudo, a mãe da jovem só foi chamada nesta segunda, dia 9, depois de o vereador ter sido ‘cobrado’ pela jornalista Cida Koch do in Foco, via redes sociais, já que o edil a bloqueou no whatsApp.

Segundo informações acompanhadas pelo in Foco, a expectativa era de que a Comissão de Saúde agisse com rapidez para ouvir os familiares e coletar dados que pudessem confrontar as versões oficiais da Secretaria de Saúde. No entanto, o que se vê até agora é um hiato que gera indignação.

Para a família, a oitiva na Câmara não é apenas uma formalidade, mas um passo essencial para que os erros cometidos durante o atendimento de Maria Clara sejam expostos e que medidas punitivas sejam tomadas contra os responsáveis.

Papel da Comissão

A função da Comissão de Saúde da Câmara é justamente fiscalizar a qualidade dos serviços prestados à população. “A gente espera que os vereadores cumpram o papel deles. Minha filha não volta mais, mas outras famílias não podem passar pelo que passamos”, desabafou a família em momentos anteriores..

A pressão popular nas redes sociais e a cobrança de veículos de imprensa locais têm sido os principais motores para que o caso não caia no esquecimento. A expectativa agora recai sobre a próxima reunião da Comissão, onde se espera que um cronograma de convocações seja finalmente apresentado, incluindo Juliana Paz, a mãe de Maria Clara, como peça central do processo de investigação.

Relembre o caso

O falecimento de Maria Clara da Paz, de apenas 17 anos, ocorreu no final de agosto de 2025 e gerou uma onda de indignação em Avaré devido à suposta negligência médica apontada pela família. A jovem buscou atendimento no Pronto Socorro Municipal por diversas vezes, apresentando sintomas graves como fortes dores de cabeça e vômitos, mas foi liberada repetidamente com medicamentos paliativos. Em seu último atendimento, mesmo após a realização de uma tomografia, a família relata que houve descaso por parte da equipe e recusa de internação, culminando hipoteticamente na morte da adolescente poucas horas depois de retornar para casa. Desde então, os pais, Juliana Martins e Luiz Fernando Paz, lutam para que as autoridades de saúde e a Câmara Municipal apurem as responsabilidades pelo desfecho trágico.