
A munícipe Julianne Oliveira, autora do pedido que resultou na abertura da Comissão Processante (CP) contra o presidente da Câmara Municipal de Avaré, Samuel Paes (PSD), reforçou sua posição favorável à cassação do parlamentar. A declaração ao in Foco ocorre a poucas horas da sessão decisiva, marcada para esta quarta-feira, dia 29 de abril, às 17h30, no Plenário “Eruce Paulucci”.
Em manifestações recentes, Julianne destacou que seu pedido baseia-se na busca por justiça, independentemente de quem ocupasse o cargo. “Espero que os vereadores realmente estejam ao lado do povo”, afirmou a munícipe, enfatizando que as provas contra o vereador são contundentes. “Contra fatos e vídeos não há inverdades; o que aconteceu foi uma vergonha para nossa cidade”.
Relembre o Caso
O processo de cassação teve origem em uma sessão conturbada no dia 1º de dezembro de 2025, quando a Câmara votava o aumento de cerca de 80% nos subsídios dos vereadores, elevando os salários de R$ 6.600 para R$ 11.800 a partir de 2026, além de férias remuneradas e 13º.
O munícipe Vinícius Berna, que protestava pacificamente contra o reajuste, foi retirado à força do plenário. Vídeos mostram o presidente Samuel Paes participando pessoalmente da ação, segurando o cidadão pelas pernas, cenas que ganharam repercussão nacional.
Durante os trabalhos da CP, Samuel Paes negou a “retirada à força”, classificando o ato como uma “medida de estabilização” para manter a ordem. No entanto, o relatório final da comissão — composta pelos vereadores Hidalgo André de Freitas, Magno Greguer e Moacir Lima — deve ser submetido ao plenário amanhã.
Julianne Oliveira também rebateu críticas de opositores, afirmando que não se deixará intimidar por acusações sem provas e que mantém sua confiança no relatório favorável à cassação já sinalizado pela comissão.





































