A Comissão Processante (CP) da Câmara Municipal de Avaré definiu, em reunião realizada na última quarta-feira (18), o cronograma para a fase de oitivas de testemunhas. O grupo, composto pelos vereadores Hidalgo André de Freitas (presidente), Magno Greguer (relator) e Moacir Lima (membro), passará a colher depoimentos em plenário a partir da próxima terça-feira.

Ao todo, seis pessoas foram convocadas para prestar depoimento sobre a denúncia de suposta quebra de decoro parlamentar por parte do atual presidente da Casa, o vereador Cabo Samuel Paes.

Cronograma

Os trabalhos terão início sempre às 9h da manhã, seguindo a seguinte ordem:

  • 24 de março (terça-feira): Juliane Cristina de Oliveira (autora do pedido de instalação da CP).
  • 25 de março (quarta-feira): Rodrigo Zamonelli (servidor), José Fernando Theodoro da Silva (servidor), Fábio Cromeck (munícipe) e José Ricardo Godoy (munícipe) – servidor, comissionados e outras pessoas que participaram da retirada à força do munícipe
  • 26 de março (quinta-feira): Vinícius Berna, o munícipe que foi retirado à força

Sem transmissão ao vivo

Um ponto importante ressaltado pelo presidente da comissão, vereador Hidalgo, é que as oitivas não serão transmitidas ao vivo pelos canais oficiais da Câmara. Segundo o parlamentar, a medida foi uma decisão tomada em conjunto pelos membros da CP.

De acordo com Hidalgo, a definição do calendário ocorreu após a análise de toda a documentação enviada pela defesa da presidência. Agora, a fase de depoimentos é o passo decisivo para o andamento do inquérito que tramita no Legislativo avareense.

Relembre o caso

A abertura da Comissão Processante foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Avaré na sessão de 2 de fevereiro de 2026. O processo baseia-se em uma denúncia protocolada pela munícipe Juliane Cristina de Oliveira, que aponta uma suposta quebra de decoro parlamentar ocorrida no final do ano passado.

O estopim do caso aconteceu no dia 1º de dezembro de 2025, quando o munícipe Vinícius Berna foi retirado à força do plenário durante um protesto contra o aumento de mais de 80% nos salários dos vereadores.

A conduta da presidência durante o episódio gerou críticas e levou ao pedido de investigação, que agora entra em sua fase mais intensa. Avaré ficou nacionalmente em destaque com as cenas lastimáveis da retirada e coibição do protesto. A comissão tem um prazo total de 90 dias para concluir os trabalhos e apresentar o relatório final.