Bruno (o primeiro agachado) com manifestantes na Câmara

Em um depoimento contundente que promete sacudir os rumos da Comissão Processante (CP) da Cassação, o munícipe Bruno Antonio dos Santos, conhecido como Bruno Vidente, veio a público para restabelecer a verdade sobre a organização das manifestações populares em Avaré.

O relato de Bruno desmonta a narrativa apresentada anteriormente por Priscila Bexiga, que muitos observadores locais classificam como uma clara “cortina de fumaça” para desviar o foco do objeto principal da cassação e encontrar bodes expiatórios.

A Verdade sobre o Grupo “Aqui Quem Manda é o Povo!”

Ao contrário do que tentaram fazer crer depoimentos anteriores, Bruno assumiu a responsabilidade total pela idealização de grupos e execução da mobilização popular, juntamente com outros munícipes engajados no movimento, do qual a própria depoente participava.  “Quem teve a ideia e criou o grupo para realizar a manifestação ‘Aqui Quem Manda é o Povo!’, fui eu, dias após o ocorrido com o Vinícius na Câmara”, afirmou Bruno.

Ele detalhou que o sucesso da manifestação foi fruto de organização própria e que o objetivo central sempre foi técnico e político: pedir a cassação do presidente da Câmara por falta de decoro, educação e respeito no exercício do cargo.

Bruno foi enfático ao negar qualquer tipo de manipulação por parte da imprensa local, especificamente em relação à jornalista citada no processo (Cida Koch, do in Foco). Segundo ele, a jornalista mal interagia nos grupos de mensagens por não conseguir acompanhar o volume de conversas.

Ele explicou ainda a dinâmica dos grupos de WhatsApp, mencionando que criou um “grupo secreto” apenas com membros de confiança para evitar infiltrados e atritos ideológicos, já que o grupo principal havia se tornado heterogêneo demais. Sobre o protocolo do pedido de cassação, Bruno revelou que ele próprio gostaria de ter assinado o documento, mas não o fez apenas por uma questão burocrática: seu título de eleitor ainda não havia sido transferido para Avaré.

Para o munícipe, as tentativas de envolver nomes externos ou criar teorias conspiratórias são estratégias para proteger o parlamentar processado. “Continuo sendo totalmente a favor da cassação. Decoro, educação e respeito é bom e todo mundo gosta, principalmente na Casa do Legislativo”, pontuou. Bruno encerrou seu posicionamento cobrando profissionalismo dos vereadores e pedindo que votem de acordo com o desejo da população.

Histórico de Luta

A postura combativa de Bruno não é recente. Ele tem se destacado por cobrar transparência e responsabilidade da administração municipal. Relembre as denúncias protocoladas por ele junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP):

  • Falta de Transparência na 55ª EMAPA: Bruno questionou a origem dos recursos para o evento. Enquanto o prefeito Roberto Araújo afirmou que o custeio veio de emendas parlamentares, o munícipe apontou que não existem registros dessas emendas no Portal da Transparência da CGU no ano de 2025, o que pode configurar descumprimento da Lei de Acesso à Informação (LAI) e improbidade administrativa.
  • Riscos no Mutirão de Autismo: Outra denúncia gravíssima refere-se ao mutirão de laudos de TEA realizado pela prefeitura. Bruno alertou o MP sobre diagnósticos realizados em apenas 40 minutos, tempo considerado insuficiente para a complexidade do Transtorno do Espectro Autista. O alerta foca no risco de “erros médicos coletivos” e tratamentos medicamentosos equivocados para crianças em desenvolvimento.

O depoimento de Bruno Antonio dos Santos coloca os vereadores da CP diante de um fato consumado: o movimento é popular, orgânico e exige respostas claras, sem as distrações políticas que tentaram plantar nos últimos dias.

Veja abaixo o depoimento publicado em suas redes sociais:

Cuidado com a cortina de fumaça que tenta mudar o foco da cassação. É clara a tentativa de encontrar um bode expiatório. Quem teve a ideia e criou o grupo para realizar a manifestação ‘Aqui Quem Manda é o Povo!’ fui eu, dias após o ocorrido com o Vinícius na Câmara.

Eu criei o grupo, organizei a manifestação e ela foi um sucesso. O foco era manter o grupo para futuras mobilizações. Minha posição sempre foi manter o bate-papo fechado, pois havia muita gente, inclusive infiltrados, e ali não era o lugar para debater assuntos que não fossem pertinentes à cassação. Entretanto, outros administradores queriam abrir para que os integrantes opinassem. Fui contra, pois era um grupo grande, com posicionamentos políticos diferentes, o que geraria atritos — como de fato ocorreu diversas vezes.

Nesse meio tempo, criei o ‘Grupo Secreto’ para incluir apenas membros de confiança, com quem sabíamos que poderíamos contar. No fim, ambos os grupos viraram bagunça. Como criador, eu quis excluí-los, mas teria que remover membro por membro. Por isso, simplesmente saí de todos, pois já não conseguia acompanhar.

Sobre o pedido de cassação: sim, a munícipe que o protocolou não foi quem o redigiu. Inclusive, foi perguntado no grupo secreto se alguém se prontificaria a protocolar. Eu gostaria muito de ter feito, mas meu título não está transferido para Avaré.

Enquanto estive nos grupos, em momento algum vi qualquer manipulação por parte da jornalista citada. Aliás, ela pouco falava, justamente por também não conseguir acompanhar todas as conversas. O objetivo central sempre foi a manifestação e o pedido de cassação do presidente da Câmara. Somente isso.

Continuo totalmente a favor da cassação. Decoro e respeito são fundamentais, principalmente no Legislativo. Espero que os vereadores tenham profissionalismo e votem pelo ‘Sim’, que é o que a população deseja. E ao povo: nas próximas eleições, escolham melhor seus representantes para não ficarem desamparados por mais quatro anos. Nenhum político desta cidade me representa, e farei o que for possível para mudar as coisas por aqui.”