
A circulação de listas em aplicativos de mensagens e redes sociais incentivando o boicote a comerciantes e profissionais que teriam supostamente manifestado apoio ao Partido dos Trabalhadores (PT) tem gerado forte reação no interior de São Paulo.
Subseções e regionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem vindo a público condenar veementemente a prática, enquadrada por especialistas como tentativa de coerção e constrangimento ilegal.
Mobilizações institucionais foram registradas em diversas cidades do interior paulista, como Piraju, Franca, Fernandópolis, Casa Branca e na regional da OAB que abrange municípios como Assis, Ourinhos, Garça, Cândido Mota e Marília. Nas notas oficiais divulgadas, as entidades enfatizam que o respeito à pluralidade ideológica e ao livre exercício do voto são pilares inegociáveis do Estado Democrático de Direito.
Segundo os comunicados emitidos pelas subseções, a retaliação financeira e a intimidação a estabelecimentos locais violam preceitos constitucionais e configuram abusos que podem resultar em responsabilização cível e criminal para os idealizadores e divulgadores dos materiais. A mensagem central reitera que a democracia não se constrói por meio da imposição ou da perseguição comercial a quem pensa diferente.
Em meio ao posicionamento em cadeia no interior do estado, chama a atenção o silêncio da subseção da OAB de Avaré. Até o momento, a entidade local não emitiu qualquer nota oficial ou pronunciamento público referente às listas que circulam na região. A omissão tem sido objeto de questionamentos por parte dos cidadãos e comerciantes locais afetados pelo clima de acirramento e intolerância política. O atual presidente, Marcos Cesar Oliveira, está comissionado no atual governo na pasta da saúde.




































