
Em um segundo turno marcado por disputa acirrada e controvérsias operacionais no transporte público e no horário de encerramento das urnas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil para o seu quarto mandato. O anúncio oficial da matemática eleitoral foi consolidado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início da noite deste domingo (25/10), apontando a menor abstenção dos últimos vinte anos no segundo turno, situando-se em 19,21%.
Com mais de 98,7% das seções totalizadas, o TSE confirmou a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL):
- Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 51,75% dos votos válidos.
- Flávio Bolsonaro (PL): 48,25% dos votos válidos.
A participação popular ultrapassou a marca de 128 milhões de eleitores que compareceram às urnas em todo o território nacional e no exterior, revertendo tendências anteriores com um nível elevado de engajamento do eleitorado.
A Crise do Transporte Público e Representação na Justiça
O transcorrer da votação no segundo turno foi tensionado por denúncias sobre a redução na frota de ônibus urbanos em diversas capitais e regiões metropolitanas, incluindo trechos dos estados de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Sergipe.
A coligação governista acionou os Tribunais Regionais Eleitorais e a Justiça Eleitoral alegando o descumprimento de decisões que exigiam a operação de 100% da frota de dias úteis regulares, apontando a escassez de frota como obstáculo para a locomoção de eleitores em municípios como Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas e São Paulo. Em resposta, prefeituras e governos locais contestaram a extensão da falta de frota, afirmando que a oferta atendeu à demanda dos passageiros ao longo do dia.
Diante das representações referentes à mobilidade e ao fluxo em seções eleitorais, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, proferiu decisão prorrogando o horário de votação até as 19h nas seções onde os portões e urnas ainda permaneciam abertos. A decisão de última hora, gerou enormes problemas, pois a maioria das seções e urnas já tinham sido fechadas e até mesários dispensados, mas depois do anúncio pessoas tentaram votar.
No estado de São Paulo, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-SP) reportou que cerca de 80% das seções eleitorais já haviam finalizado o recebimento de votos e fechado os trabalhos quando a notificação oficial da decisão foi recebida, mantendo o encerramento do processo nessas seções.
A divulgação e a transmissão oficial dos dados no portal do TSE sofreram uma pausa de duas horas, sendo normalizadas e aceleradas em seguida até a confirmação do resultado final.
De acordo com os boletins divulgados pela Justiça Eleitoral e pelas forças de segurança ao longo do dia:
- Substituição de Equipamentos: Aproximadamente 1.351 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas por equipamentos de contingência durante a votação em todo o país, o que representou cerca de 0,26% do total de equipamentos em uso.
- Atuação da Polícia Federal: Foram lavrados termos circunstanciados e registradas ocorrências conduzindo investigados a delegacias por infrações como violação do sigilo do voto e propaganda irregular em diferentes unidades da federação.
| Métrica Eleitoral | Dados Nacionais |
| Presidente Eleito | Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 51,75% |
| Segundo Colocado | Flávio Bolsonaro (PL) — 48,25% |
| Taxa de Abstenção | 19,21% (Menor nível nos últimos 20 anos em segundos turnos) |
| Total de Votantes | Mais de 128 milhões de eleitores |
| Substituição de Urnas | 1.351 urnas (0,26% do total nacional) |



































