O servidor comissionado José Paulo Santos de Oliveira, conhecido como Paulo Proença, atual Chefe de Planejamento Estratégico e Gestão de Políticas Públicas, utilizou suas redes sociais para atacar o in Foco após a veiculação de um vídeo que viralizou e no qual faz ataques ofensivos e sexistas com palavras de baixo calão sobre uma mulher (não identificada por ele) que o criticou por ocupar cargo comissionado; no vídeo a mulher é chamada de “chifruda” e “corna”.

Em resposta à matéria, o comissionado atacou a jornalista Cida Koch para tentar desqualificá-la no exercício da profissão. O ataque atual carrega uma ironia histórica. Proença chegou a chamar a jornalista de “madrinha” em tom de deboche, referindo-se a uma postagem de 2019. Naquela época, a profissional havia apoiado sua candidatura ao Conselho Municipal de Saúde, quando ele se apresentava como um crítico ferrenho do grupo político que hoje o abriga. Proença chegou a ficar em seu perfil essa postagem de 2019 ano passado, logo que tornou-se comissionado.

Mudando de lado político, o agora servidor não economizou na agressividade: “Mexeu comigo, vai levar”, disparou em uma live. Em um tom de superioridade financeira, ele chegou a convidar a jornalista para um café, frisando: “Dessa vez eu pago, sou comissionado da Prefeitura”. Ele também usa a nota de repúdio da OAB (também presidida por um comissionado da prefeitura) contra o jornal na tentativa de desqualificar o in Foco.

Ataques Misóginos e Falta de Decoro

No vídeo, que circula amplamente em grupos de mensagens e que tem revoltado a população, o servidor que ocupa cargo na Secretaria de Relações Públicas, ataca uma mulher não identificada, usando termos como “vá cuidar do seu chifre” e “muuuuu”, em clara tentativa de humilhação pública.

A conduta levanta um debate urgente sobre o decoro funcional. Como Chefe de Planejamento Estratégico, espera-se que o servidor atue na interlocução com a sociedade e no respeito às instituições. O uso de termos pejorativos e ataques à vida privada para silenciar críticas jornalísticas é visto por especialistas como uma afronta à liberdade de imprensa.

Silêncio do Paço Municipal

Até o momento, o governo do prefeito Roberto Araujo (PL) não emitiu nenhuma nota sobre o comportamento de seu subordinado. O silêncio da administração municipal tem sido interpretado por muitos munícipes como uma anuência tácita aos métodos de intimidação utilizados por pessoas ligadas ao primeiro escalão.

Nas redes sociais, a reação da população tem sido de repúdio. O caso reforça a crescente preocupação da população com o uso de cargos públicos para fins de perseguição política e ataques pessoais em Avaré.

O in Foco repudia qualquer tentativa de intimidação ao trabalho jornalístico e reafirma seu compromisso com a verdade, independentemente de ataques ou ofensas de quem quer que ocupe cargos transitórios no poder.

A esquerda postagem pós-matéria com comentário do secretário de Educação, César Oliveira; no centro e à direita, postagem fixada em 2025 pelo comissionado, que usa um post de 2019 quando a jornalista tentava o ajudar a participar do Conselho Municipal de Saúde, pasta ocupada por Roslindo Machado, que continua no atual governo.