
O presidente do Legislativo de Avaré, Samuel Paes (PSD), prestou depoimento oficial à Comissão Processante (CP) que apura o pedido de sua cassação. O foco da oitiva foi o episódio envolvendo a retirada de um munícipe das dependências da Câmara, caso que gerou grande repercussão em todo o país e nas redes sociais.
De acordo com registros em vídeo veiculados pelo portal Avaré Notícia, o parlamentar apresentou sua versão sobre a dinâmica dos fatos. Durante o depoimento, Paes buscou afastar a narrativa de que teria retirado o cidadão à força de maneira arbitrária ou violenta.
Um dos pontos centrais da fala do presidente foi a escolha dos termos para descrever a intervenção. Samuel Paes negou que houve uma “retirada à força” no sentido de agressão. Segundo ele, a atitude tomada teve como objetivo “estabilizar” a situação, visando manter a ordem dentro do recinto legislativo.
Ele afirma que o munícipe teria infringido vários artigos do Regimento Interno – em especial os 278 e 279 – e que teria advertido-o quatro vezes. A Comissão Processante continua a analisar os depoimentos e as provas documentais, incluindo as imagens do circuito interno e as transmissões externas.
RELEMBRE O CASO
O processo de cassação contra o presidente da Câmara de Avaré, Samuel Paes, teve origem durante uma sessão legislativa tumultuada em 1º de dezembro do ano passado, quando vereadores sem qualquer aviso prévio ou sem constar na pauta do dia, votaram aumento de mais de 80% para seus subsídios, além de férias remuneradas e 13º salário.
O munícipe Vinicius Berna, de forma solitária, mas representando a população, tentava impedir a votação do aumento, requerendo a palavra e pedindo o adiamento da sessão.
Ignorado, o munícipe foi retirado à força por servidores da Câmara e pelo próprio Paes, em cenas lamentáveis que circularam nas redes sociais projetando uma péssima imagem da cidade. Berna aparece a todo momento com os braços pra cima pedindo para não ser retirado. Não há registro na história de Avaré de algo semelhante.
A denúncia protocolada na Câmara pela munícipe Julianne Oliveira sustenta que a atitude do presidente configurou quebra de decoro parlamentar. O argumento é que um representante do Legislativo não deve agir pessoalmente para remover cidadãos, devendo acionar a segurança da Casa ou as autoridades competentes para manter a ordem.





































