
O debate em torno da Comissão Processante (CP) que investiga o presidente da Câmara de Avaré, Samuel Paes, ganhou um novo e contundente capítulo. O jornalista Gabriel Guerra, do portal Avaré Notícias, publicou um editorial intitulado “Cortina de fumaça não apaga o essencial na Câmara de Avaré”, onde expõe a estratégia de defesa que tenta transformar a autoria da denúncia no tema central, ignorando as imagens reais da conduta do parlamentar.
Guerra possui autoridade única nesse debate: ele foi o único profissional de imprensa a registrar, em vídeo, o momento exato em que o munícipe foi retirado à força do plenário, cenas que ganharam repercussão nacional.
No editorial, Gabriel Guerra destaca que o depoimento de Priscila Bexiga — que mencionou a colaboração da jornalista Cida Koch (in Foco) na redação da denúncia — está sendo usado como uma “cartada” para descredibilizar o processo. No entanto, o jornalista é categórico: não importa quem segurou a caneta para redigir o documento, mas sim a gravidade dos atos cometidos.
“O ponto central permanece inalterado: houve ou não quebra de decoro parlamentar por parte do presidente da Câmara?”, questiona Guerra. Ele recorda que os fatos são públicos: o parlamentar abandonou a presidência, interveio em um protesto, usou a força física e proferiu a frase emblemática: “Aqui quem manda sou eu”.
O editorial do Avaré Notícias traz uma reflexão técnica importante que dialoga com a análise feita pelo Grupo JBMS: a tentativa de reduzir o caso apenas à existência ou não de “agressão física” é uma manobra para limitar o escopo da justiça.
Gabriel Guerra aponta que, nos bastidores, a percepção de uma tentativa de proteção ao presidente é evidente. O jornalista alerta que a condução dos trabalhos pelo relator Magno Greguer e pelos demais vereadores será um divisor de águas para a moralidade política da cidade.
Ao registrar as cenas que agora servem de prova, Guerra e o Avaré Notícias tornaram-se peças-chave para impedir que a verdade seja soterrada por narrativas políticas. O editorial conclui que o desfecho da CP será, acima de tudo, um posicionamento público sobre o que Avaré aceita como padrão de conduta de seus governantes.
Nota da Redação: O apoio de jornalistas que presenciaram os fatos, como Gabriel Guerra, reforça o compromisso da imprensa local com a transparência, mesmo diante de tentativas de intimidação e desvio de foco que miram veículos como o in Foco.
Leia o Editorial na íntegra.
Cortina de fumaça não apaga o essencial na Câmara de Avaré
A Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Avaré deu mais um passo na investigação sobre a suposta quebra de decoro parlamentar do presidente do Legislativo, cabo Samuel Paes. No entanto, o rumo que parte dos depoimentos vem tomando levanta um questionamento inevitável: o foco da apuração está sendo mantido ou deliberadamente desviado?
O depoimento de Priscila Bexiga trouxe à tona a informação de que a jornalista Cida Koch teria colaborado na elaboração da denúncia protocolada contra o parlamentar. O fato vem sendo utilizado por defensores do presidente como argumento central para descredibilizar toda a denúncia. Trata-se, ao que tudo indica, de uma tentativa clássica de desvio de foco — uma cortina de fumaça.
Independentemente de quem tenha redigido ou auxiliado na denúncia — seja Priscila, Cida, Juliane, Vinícius ou qualquer outro cidadão — o ponto central permanece inalterado: houve ou não quebra de decoro parlamentar por parte do presidente da Câmara?
Os fatos que motivaram a abertura da Comissão são claros e públicos. O presidente deixou a cadeira, interveio diretamente em um protesto no plenário, retirou um manifestante à força, proferiu a frase “aqui quem manda sou eu” e expôs o Legislativo local a uma situação que repercutiu negativamente em todo o país. Esse conjunto de ações, por si só, já levanta questionamentos sérios sobre conduta, postura institucional e respeito ao cargo.
A insistência em reduzir o debate à existência ou não de agressão física limita perigosamente o escopo da análise. Quebra de decoro não se restringe a atos violentos; envolve também abuso de autoridade, comportamento incompatível com a função pública e atitudes que fragilizam a credibilidade da instituição perante a sociedade.
Outro ponto que chama atenção é a condução dos trabalhos da Comissão. Desde o início, há sinais de que o processo pode caminhar para um julgamento mais político do que técnico. Nos bastidores, a percepção de tentativa de proteção ao presidente é evidente — ainda que acompanhada de uma preocupação crescente com a repercussão junto à opinião pública.
Diante desse cenário, cresce a responsabilidade do relator, Magno Greguer, e dos demais vereadores. O desfecho desse processo não será apenas uma decisão interna da Câmara, mas um posicionamento público sobre quais padrões de conduta são aceitáveis no exercício do poder.





































