
A cobertura jornalística dos recentes desdobramentos da “CP da Cassação” em Avaré tem levantado um véu sobre uma prática perigosa e recorrente: a tentativa de silenciar o mensageiro para esconder a mensagem. O jornal in Foco, que tem sido alvo de ataques sistemáticos e perseguição, recebeu um importante respaldo técnico e institucional através de uma análise veiculada pelo Grupo JBMS de Comunicação.
A análise, que foi amplamente compartilhada pelo diretor do grupo, Claudio Mansur Salomão — figura de destaque na Associação Paulista de Imprensa (API) —, propõe um “convite à reflexão” sobre como a alegação de “parcialidade” é usada como arma retórica para deslegitimar fatos concretos.
Segundo o texto referendado pelo Grupo JBMS, quando um veículo de comunicação apresenta fatos desagradáveis ao poder ou expõe manobras que geram revolta na população — como o episódio recente na Câmara de Avaré, onde tentativas de manobras jurídicas buscaram aparentemente atrasar o processo de cassação —, a estratégia dos agressores é inverter o foco.
Em vez de refutarem as provas ou os fatos narrados, os detratores passam a atacar a credibilidade do jornalista ou do jornal. “A estratégia consiste em ignorar o conteúdo fático e atacar a isenção de quem a apresenta”, destaca a análise. O objetivo é claro: criar uma “cortina de fumaça” para que a opinião pública discuta a motivação do autor, e não a gravidade do fato denunciado.
Alvos da Verdade
Não é apenas o in Foco que sente o peso dessa perseguição. O próprio Grupo JBMS também tem sido alvo de investidas por manter uma linha editorial que prioriza a verdade dos fatos e a ética jornalística. Essa convergência de ataques a veículos independentes em Avaré sinaliza uma tentativa de intimidação coordenada contra aqueles que dão voz à indignação da população.
A análise técnica aponta cinco pontos fundamentais dessa dinâmica de distorção:
- Inversão do Foco: O ataque ao sujeito para evitar o fato.
- Distorção da Realidade: Rejeitar a notícia para não precisar provar o contrário.
- Deslegitimação: Minar a fonte para que tudo o que ela diga pareça falso.
- Manipulação Narrativa: Transformar investigações técnicas em “perseguição política”.
- Falsa Equivalência: Tentar dar o mesmo peso a opiniões sem base factual e a fatos comprovados.
A Ética e a Resiliência Jornalística
Claudio Mansur Salomão, ao endossar essa reflexão, reforça o papel da API e das instituições de imprensa na proteção do exercício profissional. A conclusão do documento é um alerta para a sociedade avareense: quem busca ofender e desacreditar o trabalho jornalístico, distorcendo a origem dos fatos, demonstra um interesse pessoal que trai a própria história.
A mensagem final é de equilíbrio, mas de firmeza. O jornalismo de Avaré, representado por veículos que enfrentam essas pressões, segue resiliente. Como bem lembra o ditado popular citado na análise: “Pau que bate em Chico, bate em Francisco”. A verdade, por mais que tentem escondê-la sob rótulos de “parcialidade”, acaba sempre por prevalecer diante do escrutínio da população.
Leia na íntegra a carta do grupo JBMS
UM CONVITE A REFLEXÃO
A alegação de parcialidade (e ou conduta tendenciosa) é uma estratégia retórica e discursiva comum, frequentemente utilizada para deslegitimar fatos, provas e fontes de informação, funcionando como uma forma de distorção da realidade.
Ao rotular um relato, notícia, decisão judicial ou mesmo um fato concreto como “parcial” ou “tendencioso”, busca-se transferir o foco da discussão dos fatos objetivos para a suposta motivação oculta do autor do relato.
E essa dinâmica, de tentar desmerecer o fato desconstruindo a credibilidade da sua real e inconteste essência, tem dinâmicas por demais conhecidas no “campo” editorial, aliás, exaustivamente debatidas nos bancos acadêmicos, senão vejamos:
a – Inversão do Foco:
Fato x Sujeito –
Ataque ao Mensageiro:
A estratégia consiste em ignorar o conteúdo fático (a evidência) e atacar a isenção de quem a apresenta (o “mensageiro”).
b – Distorção da Realidade:
Quando um fato desagradável é apresentado, alegar parcialidade permite que o interlocutor rejeite o fato sem precisar refutá-lo com provas contrárias.
c – Deslegitimação:
O objetivo é minar a credibilidade da fonte, fazendo com que qualquer informação proveniente dela seja vista como questionável ou falsa.
d – Manipulação Narrativa:
Especificamente no campo político, a parcialidade é muitas vezes usada como arma para desqualificar investigações ou matérias jornalísticas que apontam corrupção ou quebra de decoro, transformando provas técnicas em “perseguição política” e ou parcialidade do agente.
e – Uma visão pessoal:
A distorção da realidade ocorre quando se omitem informações relevantes e se foca apenas na narrativa que favorece o interesse próprio.
Abordado o tema relativo a “conveniencia“ na distorção dos fatos, não há como deixar de enfrentar o tema “parcialidade”.
Com efeito, o “fantasma” da “imparcialidade” como um princípio ético intransponível, de há muito assombra a humanidade.
Argumenta-se que a objetividade absoluta é inatingível, o que é frequentemente explorado para justificar viéses extremos, alegando que “todos são parciais”.
Surge, então, aquilo que a doutrina chama de “Falsa Equivalência” (False Balance), que nada mais é do que uma forma de distorção onde se dá peso igual a uma opinião sem base factual e a um fato comprovado, sob a alegação de manter a imparcialidade, gerando dúvidas sobre fatos consolidados.
Na esteira das distorções segue-se o uso seletivo dos fatos, que consiste na omissão de dados ou descontextualização de um evento, resultando em uma versão distorcida dos fatos.
f – Síntese objetiva:
Em resumo, a alegação de parcialidade é uma forma de manipulação que busca criar uma “fumaça” sobre a verdade, onde o questionamento da intenção do autor substitui a análise da realidade dos fatos.
Aquilo que os diálogos populares apelidaram de “cortina de fumaça”
g – Conclusão:
É preciso muito equilíbrio para poder administrar situações como essa pois, quem busca ofender e desacreditar algo ou alguém, distorcendo o foco da origem, escancara um interesse pessoal espantoso, a ponto de trair a sua própria história, demonstrando uma postura tendenciosa e absolutamente parcial e nos leva, sem dúvida alguma, a valorização do dito popular que, sabiamente, afirma:
PAU QUE BATE EM CHICO, BATE EM FRANCISCO!





































