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Muitas vezes ouvimos dizer que um trabalho é hercúleo, muito difícil, custoso, desgastante e árduo, quando requer um esforço sobre-humano. Esse nome refere-se ao herói da mitologia Hércules.  Na mitologia grega, os deuses personificavam as qualidades e os defeitos do seres humanos. Sentiam ódio, inveja, amor e ciúme. Podiam controlar as forças da natureza e regiam o clima garantindo fartura nas colheitas. Os gregos dirigiam-se a eles em caso de doença, perigo ou, ainda, para atrair fortuna. Havia uma hierarquia entre os deuses e os mais poderosos ocupavam o Olimpo, a montanha mais alta da Grécia. Um dos deuses mais poderosos foi Zeus. Ele governava o Monte Olimpo, era considerado pai dos deuses e dos mortais.

Zeus era casado com Hera, uma mulher linda e jovem, considerada rainha dos deuses, protetora da maternidade do casamento. O poderoso Zeus não era fiel a sua esposa, teve diversos relacionamentos com várias mortais. De seu relacionamento com a mortal Alcmena nasceu Hércules, dotado de uma força indescritível. Hera ficou furiosa com o nascimento do garoto e passou a atentar contra sua vida. Arquitetou inúmeros planos para livrar-se dele. Enviou duas serpentes ao berço do menino para matá-lo, mas o bebê Hércules estrangulou-as com sua força descomunal.

Os anos passaram e o herói cresceu muito forte. Teve uma educação primorosa, aprendendo diversas lutas, artes, literatura, tornando-se preparado para enfrentar a vida, porém era ingênuo e impetuoso. Hércules casou-se com Mégara, com quem teve três filhos. A vida corria normalmente até que Hera, ainda decidida a vingar-se da traição de Zeus, provocou um ataque de fúria em Hércules, que acabou matando seus três filhos. Desesperado, o herói consultou o Oráculo de Delfos, que o incumbiu de realizar doze tarefas de extremo risco para redimir-se dos crimes. Essas tarefas são chamadas de “Os doze trabalhos de Hércules”. A saga durou doze anos e, apesar de ser retratado como um homem extremamente musculoso, muitas de suas vitórias não foram fruto somente de sua força, mas também do uso da inteligência, da sabedoria e da ajuda de outros deuses durante a realização de alguns de seus doze trabalhos.

Após realizar as doze tarefas, Hércules casou-se com Djanira, uma mulher insegura. Ela usa um feitiço para não perdê-lo, porém causa sua morte. Hércules, após a morte, ascende ao Olimpo e conquista a imortalidade, casando-se com Hebe, a deusa da juventude.

À primeira vista, o mito parece ser apenas um relato fantástico, mas através dele podemos descobrir formas de superar desafios. Os doze trabalhos são metáforas das dificuldades da vida. Sempre dizemos que matamos um leão por dia, exatamente como Hércules no seu primeiro trabalho que era matar o leão de Neméia. Podemos aprender a vencer nossas falhas e nos tornar pessoas melhores, dignas e éticas. Precisamos ter coragem, persistência e encarar nossos piores defeitos, como a agressividade, o egoísmo e a falta de respeito ao próximo.

Todos temos nossos trabalhos hercúleos exigidos pela vida. Cada um deve descobrir a coragem interior para lutar com inteligência, confrontando os demônios interiores e, se precisar, pedir ajuda, apoio e encorajamento, como o próprio Hércules fez.

 

 

Alcmena:  mãe de Hércules ou Heracles

Djanira: filha de Eneu, rei de Calidon, segunda mulher de Hérules

Hebe: deusa da juventude, terceira mulher de Hécules

Hera: era a rainha do Olimpo

Hércules: herói da mitologia, realizou doze tarefas sobre-humanas.

Mégara: primeira mulher de Hércules, mãe dos seus três filhos

Olimpo: monte mais alto da Grécia, morada dos deuses

Zeus: um dos deuses mais importantes do Olimpo, pai de Hércules

Os doze trabalhos de Hércules: Matar o leão de Neméia, Capturar a corça de Gerínia, Acabar com as aves do lago Estinfale, etc.